Redação
A Polícia Civil encontrou, na manhã desta terça-feira (30), uma chácara utilizada para a produção de bebidas falsificadas contendo metanol, em Americana, no interior de São Paulo. No local, foram apreendidos adesivos, garrafas vazias, tonéis com substâncias ilícitas e maquinário usado para o envase.
O metanol é a mesma substância que causou a morte de três homens nos últimos dias, segundo as investigações. A operação cumpriu três mandados de busca e apreensão após denúncia de uma empresa que comercializa produtos pela internet. Até o momento, não houve confirmação de prisões.
O caso chama atenção para a falta de fiscalização em festas e eventos abertos ao público, muitos deles com sistema de open bar. Nessas ocasiões, os consumidores raramente têm informações sobre a procedência das bebidas oferecidas, aumentando o risco de consumo de produtos adulterados ou até letais, como o metanol.
A reflexão necessária é: de quem é a responsabilidade em situações como essa?
Dos organizadores, que deveriam garantir a compra de bebidas de fornecedores regularizados e fiscalizar a qualidade do que oferecem?
Dos órgãos de fiscalização, que precisam intensificar vistorias e coibir a circulação de produtos ilegais?
Ou dos consumidores, que em meio à diversão acabam não questionando a origem das bebidas?
A tragédia em Americana reforça a urgência de debater a segurança em eventos de entretenimento, já que a combinação de álcool, grande público e falta de fiscalização pode resultar em graves consequências.
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